sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Energia Tractebel divulga alta de 3,2% no lucro do terceiro trimestre

A companhia atribui o aumento na geração de energia às condições hidrológicas favoráveis, particularmente na região Sul
A companhia atribui o aumento na geração de energia às condições hidrológicas favoráveis, particularmente na região Sul
A geradora de energia Tractebel anunciou nesta sexta-feira (4/11) um lucro líquido de R$ 332,3 milhões referente ao terceiro trimestre, valor 3,2% acima do alcançado no mesmo período de 2010.
O indicador de geração operacional de caixa, o chamado lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), atingiu R$ 725,3 milhões, um incremento de 5,3% em relação ao ano passado.
A receita líquida do período totalizou R$ 1,150 bilhão, com crescimento de 6,2% em relação ao mesmo intervalo de 2010.
No terceiro trimestre, a produção de energia elétrica nas usinas operadas pela Tractebel foi de 12.590 GWh (5.702 MW médios), o que representou um avanço de 9,2% em relação ao ano passado.
A companhia atribui esse aumento na geração às condições hidrológicas favoráveis, particularmente na região Sul.
No terceiro trimestre, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a entrada em operação comercial da 2ª e 3ª unidades geradoras da usina hidrelétrica Estreito, adicionando 102,5 MW médios ao parque gerador da companhia. Assim, a usina alcançou 60,1% de sua capacidade comercial.

Ações de Vale e Petrobras entram em rota de valorização

Temporada de balanços corporativos e indicadores da China em pauta na próxima semana
Temporada de balanços corporativos e indicadores da China em pauta na próxima semana
Papéis com maior peso no Ibovespa sinalizam potencial de ganhos e um caminho de alta até o final de 2011.
Após o mau tempo que dominou os mercados durante a maior parte do ano, o principal índice de ações do país teve um outubro de forte valorização.
Nesta primeira semana de novembro, enquanto o Ibovespa (-1,42%) se rendeu ao pessimismo global, nomes como Petrobras (+2,41%) e Vale (+1,37%) começaram o mês com o pé direito.
Considerados blue chips - apelido oriundo do pôquer para as ações de maior liquidez do índice - os papéis da mineradora e da petrolífera costumam ser a apontados como melhor opção para quem pretende investir no longo prazo.
Além disso, as duas exercem grande influência sobre a composição do Ibovespa, quase ditando o andamento do mercado nacional.
Sozinha, a mineradora representa 12,503% da carteira teórica vigente para o índice.
No caso da estatal, ordinárias e preferenciais somam 13,253% da composição total. As outras 66 ações disputam os 74,244% restantes.
Petrobras
Desde o final de 2009, a Petrobras vem marcando uma clara tendência de baixa, de acordo com os gráficos de Wagner Caetano, analista técnico da Top Traders.
Um topo perdido no final de outubro e a ação vem em queda livre desde então.
No entanto, o chamado "fundo de outubro" tem seus protagonistas e a estatal é um deles. Desde que o índice paulista chegou à virada clássica no décimo mês do ano, as ações da Petrobras encontraram um novo impulso para subir.
"É claro que vai oscilar, mas a tendência é de alta", avalia Caetano. A meta é os R$ 28,22 para as ações preferenciais (PETR4). Até lá o ativo - que se encerrou a sexta-feira (4/11) em R$ 22,10 - deve encontrar resistências intermediárias.
Precisar a data em que o papel encostará no seu alvo ainda é muita ousadia, mas Caetano garante que não leva os mesmos seis meses que o papel demorou para chegar até o piso de R$ 22,10 pela última vez.
"No início do ano que vem já estaremos bem próximos a esse valor."
Vale
A crise de 2008 foi o sinalizador de fundo para as ações da segunda maior mineradora do mundo.
Após a máxima histórica do papel preferencial classe A da Vale (VALE), aos R$ 51,09 em maio, antes da derrubada pela crise internacional, o papel voltou a oscilar. Entre topos e fundos, a trajetória é de alta.
Para Caetano, ainda há espaço de valorização para o papel. "O momento é de compra, porque o papel está começando uma trajetória de alta após realizações sucessivas."
Ibovespa
Não por acaso, o Ibovespa também está em rota de ganhos. A meta vai para os 64 mil pontos em uma perspectiva conservadora - ou até 67 mil para os mais otimistas.
Nesta sexta-feira, o índice paulista fechou em alta de 0,81%, a 58.669 pontos. No ano, as perdas somam 15,35%.
Na agenda doméstica, as vendas no varejo na quinta-feira (17/11)  e o IPCA devem pautar as negociações. No entanto, para Homero Guizzo, economista da LCA, nada deve sobrepujar o noticiário externo.
Estão previstos indicadores da China que deverão dar bons sinais sobre o andamento da economia mundial.
Mais do que isso, a temporada de balanços ainda deve movimentar majoritariamente a bolsa brasileira.
"Por aqui, o que deve ditar mais os negócios é a agenda corporativa", sinaliza o economista.

Tesouro vai captar US$ 1 bilhão com emissão externa

Plano de captação já havia sido antecipado pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao final de outubro
Plano de captação já havia sido antecipado pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao final de outubro
O Tesouro Nacional anunciou que conseguiu captar um volume de US$ 1 bilhão por meio da reabertura do bônus soberano denominado em dólar com vencimento em 2041.
Tal montante será captado junto a investidores dos mercados americano e europeu.
Na emissão liderada pelos bancos Barclays e Bank of America Merrill Lynch, os títulos foram ofertados com um juros de 5,625% ao ano e resultará em um retorno para o investidor de 4,694% anuais.
A liquidação financeira da emissão ocorrerá no próximo dia 10, sendo que os juros serão pagos nos meses de janeiro e julho de cada ano, até o vencimento em 7 de janeiro de 2041.
Mais US$ 100 milhões poderão ser captados na oferta a ser estendida ao mercado asiático, nestas mesmas condições.

Groupon com segundo maior aumento de capital



A Groupon aumentou o capital em 700 milhões de dólares, depois de uma oferta pública inicial de ações (IPO, sigla em inglês). Este foi o maior aumento de capital feito por uma empresa de internet, desde que a Google captou 1,7 mil milhões de dólares, em 2004.
A empresa de compras online está, agora, avaliada em 12,7 mil milhões de dólares.
A empresa aumentou a oferta inicial em 5 milhões de ações, emitindo 35 milhões, a 20 dólares cada, acima do preço inicial, que estava entre os 16 e os 20 dólares.
As ações do Groupon em circulação no mercado representam pouco mais de 5 por cento da companhia.
A Groupon começa a ser negociada no Nasdaq, esta sexta-feira, sob o código GRPN.

Documento do G20 cita 'solidez' de finanças públicas brasileiras

Dolar/AFP
Países com superávit devem estimular a demanda doméstica
O Brasil e outros seis países do G20 foram citados no comunicado final da reunião de cúpula do grupo, encerrada nesta sexta-feira em Cannes, na França, como economias com finanças públicas sólidas e capazes de estimular seus mercados internos se a situação global piorar.
A citação, em um anexo ao comunicado chamado "Plano de Ação para Crescimento e Empregos", aparece em meio à definição das medidas que cada país do grupo poderá adotar para ajudar na recuperação econômica global.
Segundo o documento, Brasil, Austrália, Canadá, China, Alemanha, Coreia e Indonésia, que se encontram nessa situação, se comprometem "a deixar suas medidas automáticas de estabilização (como corte ou elevação de juros, por exemplo) funcionarem e a tomar medidas adicionais para apoiar a demanda doméstica se a situação econômica piorar".
Os países europeus, por sua vez, se comprometem, no texto, a adotar uma série de medidas para ajudar na recuperação da crise e garantir a estabilidade da zona do euro.
Entre elas estão medidas para o saneamento das contas públicas, em especial nos países "que enfrentam dificuldades específicas em seus mercados para dívida soberana" e para aumentar a confiança no setor bancário.
O plano de ação prevê ainda que, no médio prazo, os países com superávit comercial (como a China, a Alemanha e o Japão, não citados nominalmente no documento), devem adotar medidas para estimular a demanda doméstica. Isso evitaria as distorções provocadas pelo peso excessivo que as exportações têm sobre essas economias.
O texto diz ainda que a China, criticada pela política de câmbio controlado que manteria sua moeda artificialmente desvalorizada, se compromete a "seguir para uma conversibilidade gradual do iuan e reduzir o ritmo de acumulação de reservas".

Wall Street encerra em baixa no último dia do melhor mês em dez anos

Wall Street em Outubro teve o seu melhor desempenho desde há quase uma década (foto AP)
A Bolsa de Nova Iorque, que registou em Outubro o seu melhor desempenho desde há quase uma década, encerrou em baixa no último dia do mês, com o Dow Jones a perder 2,26 por cento e o Nasdaq 1,93 por cento.

De acordo com os números de fecho citados pela agência Bloomberg, o índice industrial Dow Jones desvalorizou 276,10 pontos, para os 11.955,00 pontos, e o tecnológico Nasdaq 52,74 pontos, para os 2.684,41 pontos.

Já o alargado Standard and Poors 500 recuou 31,79 pontos (2,47 por cento), para os 1.253,30 pontos.

Exploração espacial

Após 520 dias, chega ao fim maior simulação de viagem a Marte

Seis homens ficaram isolados do mundo exterior em um módulo montado na sede do Instituto de Problemas Biomédicos de Moscou

Romain Charles, após a simulação de uma viagem a marte de 520 dias, Moscou
O engenheiro francês Romain Charles, após a simulação de uma viagem a marte de 520 dias, em Moscou (AFP/ESA)
A maior simulação de uma viagem espacial a Marte já feita terminou nesta sexta-feira com a 'chegada' à Terra do grupo de seis homens que ficou isolado do mundo exterior em um módulo durante os 520 dias de duração da experiência.
A escotilha foi aberta exatamente às 14 horas de Moscou (8 horas de Brasília), e os seis voluntários saíram do simulador de nave interplanetária montado na sede do Instituto de Problemas Biomédicos de Moscou (IPBM).
Um por um, os 'terranautas' deixaram o simulador — sorridentes, como se pôde perceber nas imagens disponibilizadas pela imprensa russa — e foram recebidos por autoridades, familiares e amigos, com os quais só poderão voltar para casa após três dias de quarentena, na qual serão submetidos a exaustivos exames médicos.
Os voluntários - os russos Alexei Sitev (engenheiro), Aleksandr Smoleevski (médico) e Sukhrob Kamolov (cirurgião), o ítalo-colombiano Diego Urbina (engenheiro), o francês Romain Charles (engenheiro) e o chinês Wang Yue (instrutor de astronautas) - concederão uma entrevista coletiva na próxima terça-feira.
'O projeto Marte-500 foi um sucesso - no mínimo pelo fato de que nenhum dos membros da tripulação internacional desistiu da experiência', declarou Aleksandr Suvorov, chefe executivo da missão, à agência estatal russa 'RIA Novosti'.
Suvorov explicou que a simulação demonstrou que 'o ser humano pode suportar uma viagem a Marte de ida e volta', embora devido à quantidade de recursos que seriam necessários, incluindo alimentos, a tripulação de uma viagem real seria composta por quatro 'astronautas', e não seis.
Viagem em 2030 — O fim da experiência foi aproveitado pelo subdiretor da agência espacial russa Roscosmos, Vitali Davydov, para reiterar que a Rússia tem planos de enviar um voo tripulado a Marte por volta de 2030. 'Marte está em nossos planos. Será para meados de 2030. Muitos dos que estão aqui hoje viverão para vê-lo', disse Davydov em entrevista coletiva.
O chefe do programa de voos tripulados da Roscosmos, Alexei Krasnov, informou por sua vez que a agência planeja repetir a experiência Marte-500, mas no espaço. 'Quando isso ocorrerá? Acho que não antes de dois anos', disse Krasnov.
Frequência cardíaca — Os participantes do projeto realizaram mais de cem experiências 'no espaço'. Tiveram que consertar danos na 'nave' e fizeram até caminhadas simuladas no planeta vermelho.
'A ida à superfície de 'Marte' nos deu muitas informações. Os especialistas controlavam permanentemente o estado físico e o ânimo dos voluntários', disse Suvorov. Segundo ele, o batimento cardíaco por minuto de alguns 'terranautas' chegou a 160 por minuto, mais do que 152 registrados em Yuri Gagarin durante seu histórico voo espacial.
Com reserva de várias toneladas de água e comida, os 'terranautas' viveram em cinco módulos espaciais de 180 metros quadrados sem janelas e com a mesma composição de ar, pressão e nível de ruídos que em uma nave interplanetária, ou seja, em condições similares às de um voo espacial real.
O módulo de habitação tinha uma pequena cozinha com mesa-refeitório e quartos de seis metros quadrados para os tripulantes, com cama, mesa e armário, vaso sanitário e uma ducha - esta só podia ser usada uma vez a cada dez dias.
Segundo os organizadores do projeto, o momento mais difícil foi o retorno simulado à Terra, já que nesse momento a missão já tinha sido um sucesso, mas os voluntários precisavam continuar a realizar experiências científicas por vários meses.
A missão servirá para comprovar a compatibilidade psicológica entre os integrantes de uma tripulação e permitirá o aperfeiçoamento da construção das naves espaciais que viajarão a Marte.
(Com Agência EFE)